quinta-feira, 7 de junho de 2012

Família Exótica

FICHA TÉCNICA
Título original: Drôle de Drame
França
preto e branco
Direção: Marcel Carné
Elenco: Louis Jouvet, Françoise Rosay, Michael Simon, Jean-Pierre Aumont, Jean-Luis Barrault
Duração: 94 minutos
Gênero: policial

Sinopse: Na Londres vitoriana, um assassino em série vem matando mulheres. Dois homens, Irwin Molyneux e o bispo Archibald Soper, seu primo, saem à sua procura do culpado, ao mesmo tempo em  que suspeitam um do outro. 

A cena mostra o encontro de dois monstros sagrados do teatro francês: Louis Jouvet e Michel Simon, na pele dos primos que investigam os crimes. Aliás, o elenco era estreladíssimo, com espaço também para Jean-Pierre Aumont e Jean-Louis Barrault.

E POR FALAR NISSO...

Repetição de um pedaço da cena, com o bordão que marcou o personagem de Louis Jouvet na trama: "Bizarre! Bizarre!". Por isso, nos Estados Unidos o filme foi exibido com esse título.

A Floresta Petrificada

FICHA TÉCNICA
Título original: The Petrified Forest
Estados Unidos
preto e branco
Direção: Archie L. Mayo
Roteiro: Charles Kenyon e Delmer Daves
Elenco: Leslie Howard, Bette Davis, Humphrey Bogart, Genevieve Tobin, Dick Foran
Duração: 82 minutos
Gênero: policial

Sinopse: Gabrielle (Bette Davis) vive com seu pai em um restaurante no meio do deserto. O escritor Alan Squier (Leslie Howard) chega e é atendido por ela, fazendo amizade. Certo dia o local é invadido por gangsters liderados por Duke Mantee (Humphrey Bogart),que foge da polícia.

O trailer é centrado nas figuras de Leslie Howard e Bette Davis, apresentados no início como em radiografias. Eles repetiam a parceria de 1934, em Escravos do Desejo. Mas quem roubou a cena foi Humphrey Bogart na pele do bandido. Os produtores queriam Edward G. Robinson, mas Leslie Howard brigou pelo amigo. Bogart ficou tão agradecido que colocou o nome de Leslie no filho.

E POR FALAR NISSO...

O clipe faz um resumo do filme, com as primeiras cenas mostrando o árido ambiente. As filmagens, aliás, só duraram dois meses porque tudo acontecia no mesmo local. A música incidental é a animada Go, Daddy Go, de Big Daddy.

Becky Sharp

FICHA TÉCNICA
Título original: Becky Sharp
Estados Unidos
colorido
Direção: Rouben Mamoulian
Roteiro: Langdon MItchell
Elenco: Miriam Hopkins, Frances Dee, Cedric Hardwicke, Billie Burke, Nigel Bruce
Duração: 84 minutos
Gênero: romance

Sinopse: Garota ambiciosa consegue sobreviver na Inglaterra durante os anos que se seguiram à derrota de Napoleão e ainda arruma vários pretendentes.


Se não passou para a história do cinema por seu sucesso, ao menos por ter sido a primeira produção a ser rodada inteiramente a cores. A história era baseada num livro de William Makepeace Thackeray, o mesmo autor de Barry Lindon.

E POR FALAR NISSO...

A heroína foi vivida por Miriam Hopkins, mas a personagem não era exatamente o modelo de conduta da época. Sua ascensão social ofende outras senhoras vitorianas, que a renegam. Ela termina como cantora de bares de segunda categoria.

Bas-Fonds

FICHA TÉCNICA
Título original: Les Bas-Fonds
França
preto e branco
Direção: Jean Renoir
Roteiro: Renoir e Charles Spaak
Elenco: Jean Gabin, Suzy Prim, Louis Jouvet, Janny Holt, Vladimir Sokoloff
Duração: 95 minutos
Gênero: drama

Sinopse: O filme trata a questão da pobreza. As condições desanimadoras de pessoas sem futuro na sociedade e a facilidade com que as situadas nas esferas superiores da sociedade podem descer.

O roteiro era baseado numa obra de Máximo Gorki. O conflito central era entre um milionário conhecido como Barão e seu empregado, Pépel. O serviçal era Jean Gabin, em ótimo momento. O Barão era vivido por Louis Jouvet, um ícone do teatro francês. Ele se apresentou com sua companhia no Brasil, onde influenciou vários atores. .

E POR FALAR NISSO...

Les Bas-Fonds ganhou o prêmio Louis Delluc como melhor filme de 1936 na França. Aqui, uma das músicas do filme é interpretada por Irène Joachim.

Vocês, Camaradas

FICHA TÉCNICA
Título original: La Belle Équipe
França
preto e branco
Direção: Julien Duvivier
Roteiro: Duvivier e Charles Spaak
Elenco: Jean Gabin, Charles Vanel, Raymond Aimos, Viviane Romance, Jacques Baumer
Duração: 100 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: Cinco trabalhadores franceses, que têm empregos modestos, ganham juntos 100.000 francos na loteria e decidem permanecer juntos na nova vida. Montam um café ao ar livre, mas aos poucos os problemas de cada um acabam interferindo no negócio.

Pelo título nacional, parece um drama soviético, mas se trata de um filme francês que celebra a amizade, apesar de todas as desavenças. O diretor Duvivier já tinha carreira de sucesso, assim como o astro Jean Gabin. A cena retrata uma paixão francesa: cantar junto.

E POR FALAR NISSO...

O clipe traz uma das canções do filme, Quand on se Promène au Bord de l'eau, interpretada por Calou. Os atores, incluindo Jean Gabin, participam do coro.

A Vida de Louis Pasteur

FICHA TÉCNICA
Título original: The Story of Louis Pasteur
Estados Unidos
preto e branco
Direção: William Dieterle
Roteiro: Sheridan Gibney e Pierre Colings
Elenco: Paul Muni, Josephine Hutchinson, Anita Louise, Donald Woods, Fritz Leiber
Duração: 86 minutos
Gênero: drama histórico

Sinopse: Paris, 1860. O químico Louis Pasteur é considerado um charlatão dentro da comunidade médica. Ele incentiva seus colegas a ferverem os instrumentos para matar os micróbios que podem ser fatais aos pacientes. Suas teorias são dispensadas pela maioria dos médicos, em particular seu maior crítico, Dr. Charbonnet.

O drama relata a vida de Pasteur, médico que passou para a história e gerou a palavra "pasteurizado", e toda a luta para provar que estava certo. Ele encontra um grupo de colaboradores fiéis e sua primeira vitória é encontrar a cura para a raiva canina.

E POR FALAR NISSO...

A interpretação como Louis Pasteur rendeu o Oscar a Paul Muni. E provou sua versatilidade, já que ele era conhecido pela atuação como o bandidão Scarface. Fez 28 filmes, incluindo A Boa Terra e A Vida de Emile Zola e morreu em 1967, aos 71 anos. A música é The Way You Look Tonight.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Elegia de Osaka

FICHA TÉCNICA
Título original: Naniwa Ereji
Japão
preto e branco
Direção: Kenji Mizoguchi
Roteiro: Mizoguchi e Yoshiata Yoda
Elenco: Isuzu Yamada, Seichi Takegawa, Chioko Okura,Shinpachiro Asaka, Benkei Shinganoya
Duração: 71 minutos
Gênero: drama

Sinopse: Ayako, uma jovem telefonista, tenta resistir aos avanços de Asai, o proprietário da empresa farmacêutica onde trabalha. Ela, porém, se interessa por Nishmura, um jovem executivo na mesma empresa. Seu pai bêbado, que está afundado em dívidas, complica ainda mais a situação.

As cenas finais de Elegia de Osaka mostram a protagonista, Ayako (Isuzu Yamada) com uma expressão ao mesmo tempo de desilusão e alívio. Por isso, Kenji Mizoguchi era considerado um cineasta de viés feminista, já que sempre coloca a mulher no centro da ação.

E POR FALAR NISSO...

A estrela do filme, Isuzu Yamada, também era cantora. Na trama ela interpretava a canção Mudan Song, um dos maiores sucessos de sua carreira. A música era do maestro Takagi Koichi.


São Francisco, a Cidade do Pecado

FICHA TÉCNICA
Título original: San Francisco
Estados Unidos
preto e branco
Direção: W. S. Van Dyke
Roteiro: Robert Hopkins e Anita Loos
Elenco: Clark Gable, Jeanette MacDonald, Spencer Tracy, Jack Holt, Ted Healy
Duração: 115 minutos
Gênero: drama

Sinopse: Mary Blake (Jeanette MacDonald) é uma cantora que procura emprego no sallon de Blackie Norton (Clark Gable). Dois frequentadores ficam logo impressionados com sua beleza e também com sua voz. Convidam-na a fazer parte da ópera do teatro Tivoli.

Foi um dos maiores sucessos da década de 30. A história de amor fala sobre a paixão de Norton por Mary e seu pedido de casamento. Mas o padre Tim (Spencer Tracy) a aconselha a não aceitar. De outro lado, era mostrado o grande terremoto que abalou a cidade. Mas dizem que Gable e Jeanette não se deram bem durante as filmagens.

E POR FALAR NISSO...

A cena começa com um "terremoto" emocional entre Mary e Blackie, com baixaria e cena de ciúme em pleno palco. O pior vem depois: um terremoto de verdade. As cenas foram consideradas boas para a época. D. W. Griffith dirigiu algumas dessas cenas, sem ser creditado.


Ziegfield, o Criador de Estrelas

FICHA TÉCNICA
Título original: The Great Ziegfield
Estados Unidos
preto e branco
Direção: Robert Z. Leonard
Roteiro: William McGuire
Elenco: William Powell, Myrna Loy, Luise Rainer, Frank Morgan, Fanny Brice
Duração: 185 minutos
Gênero: musical

Sinopse: Retrata a vida de Florenz Ziegfield (William Powell), um dos maiores empresários do showbusiness norte-americano no começo do século 20. Inclui seus casos com artistas de seus espetáculos, seu casamento com Anna Held (Luise Rainer) e a crise da década de 30.

O trailer faz uma bela apresentação do filme, que retratou um personagem mítico da Broadway. Apesar de mais de três horas de duração, foi grande sucesso de público e de crítica. Ganhou o Oscar de melhor filme e Luise Rainer surpreendeu como melhor atriz.

E POR FALAR NISSO...

Cena do telefone com a alemã Luise Rainer ganhou o Oscar em seu primeiro filme americano. Mais: foi a primeira atriz a receber o prêmio dois anos seguidos. Além disso, ultrapassou os 100 anos de idade, pois nasceu em 1910. 

O Barco das Ilusões

FICHA TÉCNICA
Título original: Show Boat
Estados Unidos
preto e branco
Direção: James Whale
Roteiro: Oscar Hammerstein II
Elenco: Irene Dunne, Alan Jones, Charles Winninger, Paul Robeson, Helen Morgan
Duração: 110 minutos
Gênero: musical

Sinopse: Magnólia (Irene Dunne) faz parte de uma família de artistas que vive em um barco, o “Cotton Blossom”. Com ele a família cruza o Rio Mississipi fazendo apresentações. Após sua amiga Julie (Helen Morgan) sair do barco, Magnólia a substitui como a artista principal da companhia.

Um dos grandes destaques do musical era o elenco estrelado. Aqui, Paul Robeson interpreta a música de Jerome Kern e Oscar Hammerstein que se tornou um clássico: Old Man River.

E POR FALAR NISSO...

Outro destaque musical é Can't Help Love That Man, interpretada pelas amigas Magonolia (Irene Dunne) e Julie (Helen Morgan). Heattie MacDaniel, que depois ganharia o Oscar por E o Vento Levou, também participa da cena.

Nas Águas da Esquadra

FICHA TÉCNICA
Título original: Follow the Fleet
Estados Unidos
preto e branco
Direção: Mark Sandrich
Roteiro: Alan Scott
Elenco: Fred Astaire, Ginger Rogers, Randolph Scott, Harriet Hilliard, Betty Grable
Duração: 110 minutos
Gênero: musical

Sinopse: O marinheiro Bake (Fred Astaire) está de volta a San Francisco em busca de Sherry (Ginger Rogers), antiga parceira de danças. Ele traz o amigo Bilge (Randolph Scott), que logo se interessa pela irmã de Sherry, Connie (Harriet Hilliard).

Foi a quinta parceria nas telas de Ginger e Fred, que sapateiam ao som da música Let Yourself Go. Foi grande sucesso. Irene Dunne, que havia trabalhado com a dupla em Roberta, estava esclada para o papel de Connie, mas desistiu. Então, Harriet acabou estreando.

E POR FALAR NISSO...

Destaque da trilha sonora de Nas Águas da Esquadra é Let's Face the Music and Dance, hoje um clássico total, regravado por centenas de artistas, até por Renato Russo. A sensacional gravação do clipe é de Nat King Cole, mas tem cenas de Astaire em outros filmes, e ao lado de Rita Hayworth.




A Carga da Brigada Ligeira

FICHA TÉCNICA
Título: The Charge of the Light Brigade
Estados Unidos
preto e branco
Direção: Michael Curtiz
Roteiro: Mikael Jakoby e Roland Leigh
Elenco: Errol Flynn, Olivia de Havilland, Patrick Knowles, C. Henry Gordon, David Niven
Duração: 115 minutos
Gênero: aventura

Sinopse: Em 1854 o major Geoffrey Vickers e seu irmão, capitão Perry, estão na Índia com os lanceiros do Exército Colonial da Índia Britânica. Amam a mesma mulher: Elsa. Em visita oficial do rajá Surat Khan, Geoffrey salva a vida dele. Mais tarde, o rajá massacra os habitantes da cidade e se alia ao Império Russo, que lutava contra os britânicos na Guerra da Crimeia.

A aventura marca o segundo encontro nas telas entre Errol Flynn e Olivia de Havilland, um ano após o lançamento do galã, em Capitão Blood. O roteiro era vagamente inspirado num episódio da Guerra da Criméia chamado Batalha de Balaclava. Além da luta, havia a disputa dos dois irmãos britânicos pela mesma mulher, interpretada por Olívia.

E POR FALAR NISSO...

Isso que era demônio da Tasmânia! Afinal, foi na cidade tasmaniana de Hobart, em território australiano, que Errol Flynn nasceu, em 1909. Foi um dos mais charmosos galãs de Hollywood e espalhou beleza e virilidade até 1959, quando morreu jovem, aos 50 anos, no Canadá, de ataque cardíaco. Teve vida intensa: três casamentos, quatro filhos, e muitos romances. A música tema é Mad About the Boy, com Dinah Washington.

Romeu e Julieta

FICHA TÉCNICA
Título original: Romeo and Juliet
Estados Unidos
preto e branco
Direção: George Cukor
Roteiro: Talbot Jennings
Elenco: Norma Shearer, Leslie Howard, John Barrymore, Edna May Oliver, Basil Rathbone
Duração: 124 minutos
Gênero: romance

Sinopse: Adaptação da peça mais popular de William Shakespeare. Trágica história dos jovens Julieta (Norma Shearer) e Romeu (Leslie Howard), que vindos de famílias rivais acabam por se apaixonar e não conseguem viver esse amor.

Foi um fracasso de bilheteria. É que os atores principais, embora ótimos, estavam longe de ser os adolescentes imaginados por Shakespeare. Norma Shearer estava com 34 anos e Leslie Howard com 43. Talvez pressentindo o insucesso, Laurence Olivier e Robert Donat recusaram o papel de Romeu. O trailer contava até com depoimentos de Clark Gable e Nelson Eddy. A produção foi candidata a quatro Oscar.

E POR FALAR NISSO...

A canadense Norma Shearer, a Julieta de 1936, não virou lenda do cinema por que interrompeu a carreira cedo, em 1942. Quando na ativa, era chamada de Rainha da MGM. Fez 61 filmes e morreu em 1983, aos 80 anos. A música é My Funny Valentine, com Rod Stewart.

Desejo

FICHA TÉCNICA
Título original: Desire
Estados Unidos
preto e branco
Direção: Frank Borzage
Roteiro: Hans Székelle e Robert Stemmle
Elenco: Marlene Dietrich, Gary Cooper, John Halliday, William Frawley, Ernest Cossart
Duração: 89 minutos
Gênero: romance

Sinopse: Depois de roubar um colar de pérolas do joalheiro Aristide Duval (Ernest Cossart), Madeleine (Marlene Dietrich) foge para Paris. Na fronteira com a Espanha, ela passa pela inspeção, e para não ser pega com as jóias, coloca-as no bolso de Tom Bradley (Gary Cooper), um engenheiro americano em férias na Europa.

Marlene Dietrich e Gary Cooper eram o sensual par romântico, algo que eles haviam feito cinco anos antes, em Marrocos. Nas primeiras semanas de filmagem, uma tragédia: o ator John Gilbert teve um enfarte em seu camarim e morreu. Foi substituído por John Halliday.

E POR FALAR NISSO...

Marlene canta a música-tema do filme, Awake in a Dream, sob imagens de Desejo, em que sempre aparece glamurosa. Foi a primeira vez, após muitos anos, em que ela não atuou sob o comando de seu mentor, Josef von Sternberg.

Rembrandt

FICHA TÉCNICA
Título original: Rembrandt
Inglaterra
preto e branco
Direção: Alexander Korda
Roteiro: June Head e Lajos Biró
Elenco: Charles Laughton, Gertrude Lawrence, Elsa Lanchester, Edward Chapman, Walter Hudd
Duração: 85 minutos
Gênero: drama histórico

Sinopse: A história mostra a vida do pintor holandês Rembrandt especificamente em 1642, ano em que sua amada esposa morre de repente e sua pintura começa a adquirir tons mais sombrios, o que desagrada seus admiradores.

Rembrandt é mostrado como um homem exuberante que começa a sentir o amargor. O diretor Alexander Korda, para muitos um dos criadores da qualidade do cinema britânico, se especializou em dramas históricos. Três anos antes havia dirigido o filme sobre Henrique 8º e que deu o Oscar a Charles Laughton, outra vez seu ator principal.

E POR FALAR NISSO...

Na breve cena, Rembrandt explica o ofício de pintar. Detalhe é que Charles Laughton, normalmente um ator mais expansivo, mostra bem a fase de recolhimento do pintor holandês.

Filho Único

FICHA TÉCNICA
Título original: Hitori Musuko
Japão
preto e branco
Direção e roteiro: Yasujiro Ozu
Elenco: Chishu Ruy, Kazuo Kojima, Tomoko Naniwa, Masao Hayama, Choko Iima
Duração: 87 minutos
Gênero: drama

Sinopse: Uma mãe solteira, operária numa fábrica, sofre para poder criar o filho. Anos mais tarde, este já adulto, se muda para Tóquio para cursar medicina. Após ter se formado, sua mãe resolve ir visitá-lo, esperando encontrar um médico de sucesso, mas encontra um filho desempregado, casado e morando nos subúrbios.

Ficou famoso por ser o primeiro filme falado de Ozu, que aderiu aos diálogos ao menos oito anos depois do Ocidente. Porém, o que mostra essa belíssima cena é que o diretor japonês não precisava de muitas palavras para demonstrar o desencanto dessa mãe.

E POR FALAR NISSO...

Clipe sobre o grande cineasta Yasujiro Ozu, falando sobre o seu jeito de filmar. Conta com algo raro: a voz do próprio Ozu, falando da importância do cinema.



terça-feira, 5 de junho de 2012

Os Pecados de Theodora

FICHA TÉCNICA
Título original: Theodora Goes Wild
Estados Unidos
preto e branco
Direção: Richard Boleslawski
Roteiro: Sidney Buchman e Mary McCarthy
Elenco: Irene Dunne, Melvyn Douglas, Thomas Mitchell, Thurnston Hall, Rosalind Keith
Duração: 94 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: O lançamento do livro He Sinner, sobre sexo, deixa as puritanas da pequena cidade de Lynnfield estupefatas. Mas elas nem suspeitam que Caroline Adams. a autora do livro, na verdade é Theodora Lynn (Irene Dunne), que pertence a uma das famílias mais ilustres da cidade.

O título da comédia (o roteiro todo, aliás) era uma sutil crítica ao puritanismo da classe média americana. Theodora, vivida por Irene Dunne, queria desafiar isso. Nesta cena, ao lado de Melvyn Douglas, ela está encantadora.

E POR FALAR NISSO...

O clipe em homenagem a Irene Dunne reúne cenas de várias comédias em que ela atuou. A música escolhida tem muito a ver com a imagem que a atriz cultivou durante toda a sua carreira: You Are Adorable (Você é Adorável), com Jo Stafford.

Mais Perto do Céu

FICHA TÉCNICA
Título original: The Green Pastures
Estados Unidos
preto e branco
Direção e roteiro: Marc Connelly e William Keighley
Elenco: Rex Ingram, Eddie Anderson, Oscar Polk, George Reed, Frank Wilson
Duração: 93 minutos
Gênero: drama

Sinopse: Diversos acontecimentos bíblicos são traduzidos e interpretados por um professor para seus alunos sob a ótica do homem negro. Baseado em obra de Roark Bradford. 

Além de ser majoritariamente interpretado por negros, o drama trazia a novidade de buscar interpretações bíblicas voltadas para os afrodescendentes. E a Bíblia nunca deu suporte para o racismo que vigorava à época na América. Detalhe para o conselho de anciãos, com longas barbas brancas.

E POR FALAR NISSO...

O clipe tem a canção Is You Been Baptized, criada especialmente para o filme pelo compositor Erich Wolfgang Korngold. O maestro dominou o setor em Hollywood nos anos 30 e 40, ganhando vários Oscar.

Meu Filho é Meu Rival

FICHA TÉCNICA
Título original: Come and Get It
Estados Unidos
preto e branco
Direção: Howard Hawks e Richard Rosson
Roteiro: Edna Ferber e Jane Murfin
Elenco: Joel McCrea, Frances Farmer, Edward Arnold, Walter Brennan, Mady Cristians
Duração: 99 minutos
Gênero: drama

Sinopse: Em 1884, em Wisconsin, Barney desiste de seu amor por Lotta Morgan, uma cantora de bar, para se casar com a filha do patrão e enriquecer com a extração de madeira. Quem fica com Lotta é Swan Bostrom, melhor amigo de Barney. Vinte anos depois, os dois amigos se reencontram. Swan está viúvo e tem uma bela filha. E tanto Barney quanto seu filho Richard se interessam pela garota, o que faz com que surja tensão entre pai e filho.

O clipe é centrado na presença de Frances Farmer, que faz papel duplo: no começo do filme é a cantora de saloon Lotta e depois vive sua filha, também chamada de Lotta. Frances teve uma das histórias mais trágicas de Hollywood. A música é Medal Song, de Culture club.

E POR FALAR NISSO...

A vida de Frances Farmer foi contada no belíssimo filme Frances, de 1982, estrelado por Jessica Lange. Frances teve envolvimento com comunistas, foi considerada rebelde, revoltou-se contra o sistema dos estúdios e tinha uma mãe controladora ao extremo. Foi internada num hospício e sobreu uma lobotomia. Jessica teve interpretação intensa e só não ganhou o Oscar porque sua rival foi Meryl Streep em A Escolha de Sofia.

Agente Secreto

FICHA TÉCNICA
Título original: Secret Agent
Inglaterra
preto e branco
Direção: Alfred Hitchcock
Roteiro: Charles Bennett
Elenco: John Gielgud, Madeleine Carrol, Peter Lorre, Robert Young, Percy Marmont
Duração: 86 minutos
Gênero: suspense

Sinopse: Durante a Segunda Guerra, soldado britânico descobre que uma agência do governo forjou sua morte e trocou seu nome. Agora ele será enviado para uma operação especial: viajar para a Suíça e matar um agente alemão. Para levar a cabo a missão, é ajudado por uma agente novata e um assassino profissional.

Hitchcock começava sua fase de ascensão na Inglaterra natal, depois do sucesso de Os 39 Degraus. Agente Secreto também foi bem, com clima de suspense e elenco charmoso. O som que acompanha o clipe é atual: Ellie Goulding em Salt Skin.

E POR FALAR NISSO...

As famosas "aparições" de Hitchcock em seus filmes viraram tradição desde sua fase inglesa. Eram poucos segundos, e sem nenhuma fala. Geralmente ele aparecia andando sozinho, ou com o cachorro, carregando algo. Muita gente ficava tentando identificar o instante em que ele aparecia...

À Beira do Mar Azul

FICHA TÉCNICA
Título original: U Samogo Sineyo Morya
Rússia
preto e branco
Direção: Boris Barnett e S. Mardanin
Roteiro: Kliment Mints
Elenco: Andrei Dolinin, Sergei Komarov, Nikolai Kryuckov, Yelena Kuzmina, Lyalya Sateyeva
Duração: 71 minutos
Gênero: drama

Sinopse: Um barco naufraga no Mar Cáspio, perto do Azerbaijão. Os dois marinheiros são salvos e levados para uma ilha. Lá, ambos se apaixonam pela mesma garota. A disputa pelo mesmo amor será uma grande prova de amizade e camaradagem.

O clipe mostra uma análise do filme feito na então União Soviética pelos olhos franceses, onde foi exibido com o título Al Bord de Mer Blue. As imagens são belíssimas, e o texto destaca o estilo do diretor Boris Barnet, que não se prendia ao realismo socialista e buscava novas formas de expressão. Ele acabou caindo em desgraça e cometeu suicídio em 1964.

E POR FALAR NISSO...

O clipe resume a carreira do diretor russo Boris Barnet. Ele teve atuação intensa, realizando 25 filmes, durante quase 40 anos, de 1924 a 1963. À Beira do Mar Azul foi seu maior sucesso.

A Comédia dos Acusados

FICHA TÉCNICA
Título original: After The Thin Man
Estados Unidos
preto e branco
Direção e roteiro: W. S. Van Dyke
Elenco: William Powell, Myrna Loy, James Stewart, Elissa Landi, Joseph Calleia
Duração: 112 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: Seqüência de A Ceia dos Acusados. Aqui, o casal de detetives Nick e Nora Charles investiga o desaparecimento do marido de uma prima de Nora.

O segundo capítulo das aventuras de Nick e Nora investia no charme de William Powell e Myrna Loy, sempre brilhantes em cena. O roteiro era sempre meio confuso, o que também virou uma marca. E não falta quem aponte nessa série a gênese de séries com casais detetives, como Casal 20 e A Gata e o Rato.

E POR FALAR NISSO...

Os diálogos cortantes viraram a grande atração da série. Detalhe que os dois dormiam em camas separadas, como mostra uma das cenas. Era algo exigido pelos filmes da época. Também ficou famoso o cachorrinho do casal, Asta, "interpretado" por um fox terrier chamado Skippy.

Balas ou Votos

FICHA TÉCNICA
Título original: Bullets or Ballots
Estados Unidos
preto e branco
Direção: William Keighley
Roteiro: Seton Miller e Martin Mooney
Elenco: Edward G. Robinson, Joan Blondell, Barton McLane, Humphrey Bogart, Frank McHugh
Duração: 82 minutos
Gênero: policial

Sinopse: Um policial cai em desgraça e decide procurar um grupo de gangsters. Lá ele se oferece para participar do bando, ajudando-os a contornar a polícia. Na verdade trata-se de um plano para prender todos.

O filme é uma espécie de continuação de G Men, aqui também centrado n heroísmo de policiais que arriscam a vida para desbaratar quadrilhas. Robinson interpreta o policial que faz jogo duplo e Humphrey Bogart, em ascensão, vive um dos investigados.

E POR FALAR NISSO...

Apresentação do elenco de Bullets or Ballots (a tradução em português "matou" o jogo de palavras). Humphrey Bogart, já aparecia com o chapéu e a capa que se tornaram sua marca registrada.

A Pequena Clandestina

FICHA TÉCNICA
Título original: Stowaway
Estados Unidos
preto e branco
Direção: William A. Seiter
Roteiro: William Conselman e Samuel Engel
Elenco: Shirley Temple, Robert Young, Alice Faye, Eugene Pallette, Helen Westley
Duração: 87 minutos
Gênero: musical

Sinopse: A menina Barbara, a Chin-Ching, se perde em Xangai e faz amizade com playboy americano Tommy Randall. Ela dorme em seu carro, que acaba em um navio a caminho da América. Susan Parker, também a bordo do navio, casa-se com Randall para poder dar a Chin-Ching uma família.

O clipe, colorizado, mostra Shirley Temple interpretando uma canção natalina. Ela estava no auge da febre da menina prodígio e o resto do elenco servia de "escada" (apoio) para ela. E Shirley virou uma senhora conservadora, que foi embaixadora americana.

E POR FALAR NISSO...

Aqui Shirley canta Goodnight My Love, da trilha sonora de A Pequena Clandestina. Ela nasceu em 1928 e começou a carreira com três anos de idade. Em 1935 recebeu um Oscar especial. O auge de sua carreira aconteceu nos anos 30 e parou de atuar em 1950, aos 22 anos. Representou os Estados Unidos em Gana e na então Tchecoslováquia.

O Último dos Moicanos

FICHA TÉCNICA
Título original: The Last of the Mohicans
Estados Unidos
preto e branco
Direção: George B. Seitz
Roteiro: John Balderston, Philip Dunne, Daniel Moore
Elenco: Randolph Scott, Binnie Barnes, Henry Wilcoxon, Bruce Cabot, Philip Reed
Duração: 91 minutos
Gênero: aventura

Sinopse: Adaptação do romance escrito por James Fenimore Cooper que conta a história passada em 1756, no Fort William Henry, em meio à guerra entre franceses e ingleses no continente norte-americano. Nesse ambiente, um homem branco que foi criado pelos índios, chamado Hawkeye, tenta defender sua tribo dos ataques.

A aventura é estrelada por Randolph Scott, na época especialista em western. O grande drama da história era também o envolvimento de Hawkeye pela jovem inglesa Alice, também amada por um oficial britânico.

E POR FALAR NISSO...

A história teve outra adaptação em 1992, com direção de Michael Mann. O sempre ótimo Daniel Day Lewis fazia Hawkeye e a hoje sumida Madeleine Stowe interpretava Alice. Mas não foi nem de longe o sucesso que se esperava.

Maria Stuart

FICHA TÉCNICA
Título original: Mary of Scotland
Estados Unidos
preto e branco
Direção: John Ford
Roteiro: Dudley Nichols
Elenco: Katharine Hepburn, Fredric March, Florence Eldridge, Douglas Walton, John Carradine
Duração: 123 minutos
Gênero: drama

Sinopse: Mary Stuart (Katharine Hepburn) chega à Escócia para reinar, para desgosto de Elizabeth da Inglaterra (Florence Eldridge), que a considera uma rival. Stuart escolhe o Lord Darnley (Douglas Walton ) para seu marido. Um golpe no palácio leva à guerra civil e a conseqüente prisão de Mary. Ela escapa para a Inglaterra, onde um destino pior a aguarda.

O trailer é todo centrado na figura de Katharine Hepburn, então uma jovem intérprete mas já com categoria de grande atriz e um Oscar. Ginger Rogers e Bette Davis estavam interessadas no papel. Anos mais tarde, Bette faria a rival Elizabeth em Rainha Tirana.

E POR FALAR NISSO....

Clipe em tributo à grande Katharine. Vale pelas belíssimas fotos de vários momentos de sua carreira, incluindo trechos de Maria Stuart. Lindo, apesar da música (My Heart Will Go On, com a Celine Dion), que não combina em nada com as imagens e as cenas. Mas nada é perfeito...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

1935 NO CINEMA

Foi o ano em que Fred Astaire e Ginger Rogers cantaram e dançaram Cheek to Cheek em O Picolino. E fizeram muita gente sonhar. Enquanto isso, na Alemanha, parecia pesadelo mas era real: tropas nazistas marchavam e pratimente canonizaram seu líder, Adolf Hitler. E uma cineasta oportunista, Leni Riefensthahl, filmou tudo em O Triunfo da Vontade. Foram os extremos de um ano onde a aventura e a comédia também estiveram em alta.

BRILHARAM: Errol Flynn, Olivia de Havilland, Clark Gable, Charles Laughton, Franchot Tone, Irmãos Marx, Laurel e Hardy, Alfred Hitchcock, Robert Donat, James Whale, Ronald Colman, Victor McLaglen, Marcel Pagnol, Gary Cooper, Greta Garbo, Shirley Temple, Mickey Rooney, Margaret Sullavan, Edward G. Robinson, Yasujiro Ozu, Marlene Dietrich, W. C. Fields, Katharine Hepburn, John ford, Will Rogers, Bette Davis, Peter Lorre, Carole Lombard, Fredric March, Jean Gabin, Loretta Young, Busby Berkeley, Boris Karloff, Jean Harlow, Barbara Stanwick, Irene Dunne, Robert Taylor

NASCERAM: Roberto Maya, Renato Aragão, Older Cazarré, Maria Alice Vergueiro, Norma Bengell, Juca de Oliveira, Percy Adlon, Donald Sutherland, Yoná Magalhães, John Cazale, William Friedkin, Julie Andrews, Tarcísio Meira, Peter Boyle, Rosamaria Murtinho, Alain Delon, Bibi Andersson, Diane Ladd, Woody Allen, Leandro Castellani Hans-Jurgen Syberber, Lee Remick

O Triunfo da Vontade

FICHA TÉCNICA
Título original: Triumph des Willens
Alemanha
preto e branco
Direção: Leni Riefenstahl
Roteiro: Leni Riefenstahl e Walter Ruttman
Elenco: Adolf Hitler, Joseph Goebles, Rudolf Hess, Martin Boorman, Max Amann
Duração: 114 minutos
Gênero: documentário

Sinopse: Mostra o congresso do Partido Nacional Socialista alemão em 1934, quando Hitler já havia chegado ao poder. Revela toda a pompa do regime nazista, que escandalizaria depois o mundo com sua barbárie.

É certamente o filme mais polêmico da história do cinema, já que a diretora colocou seu talento a favor de uma causa abjeta. Leni, ex-dançarina escolhida pelo próprio Hitler para fazer o documentário (cujo título foi dado pelo Führer), prefere a grandiosidade. Hitler chega a Nuremberg, sede do congresso, descendo dos céus de bimotor, como um anjo salvador. É impossível ficar indiferente.

E POR FALAR NISSO...

As falas dos personagens repetem o fanático "Heil Hitler!" com que ele adorava ser tratado. Até hoje se discute se Riefenstahl aceitou o trabalho por ingenuidade ou convicção. Três anos depois, fez Olympia, sobre os jogos olímpicos de Berlim. Chegou a pegar uma pequena pena. E o julgamento dos nazistas aconteceu em Nuremberg, mesma cidade do congresso.

Capitão Blood

FICHA TÉCNICA
Título original: Captain Blood
Estados Unidos
preto e branco
Direção: Michael Curtiz
Roteiro: Casey Robinson, baseado no romance de Rafael Sabattini
Elenco: Errol Flynn, Olivia de Havilland, Lionel Atwill, Basil Rathbone, Ross Alexander
Duração: 119 minutos
Gênero: aventura

Sinopse: Em 1689, o ex-soldado, marinheiro e agora médico irlandês Peter Blood está na Inglaterra, e só quer continuar a exercer sua profissão calmamente. Mas as coisas se complicam quando ele é chamado para cuidar de um ferido da rebelião Monmouth.

Dirigida pelo especialista Michael Curtiz (que depois faria Casablanca), a aventura tinha o movimento e a surpresa constantes. O herói era condenado à morte, mas depois teve a pena trocada por escravidão e deportação para a Jamaica. O belo Errol Flynn estreou nas telas com esse filme, convenceu completamente e teve uma carreira de sucesso.

E POR FALAR  NISSO...

O australiano Errol Flynn virou astro com Capitão Blood porque o ator anteriormente escalado, Robert Donat, desistiu do papel. E ele foi ótimo no teste. Blood também marcou o primeiro encontro nas telas de Flynn com Olívia de Havilland. Juntos eles fizeram seis filmes. A beleza clássica de Olívia era um contraponto ideal para a imagem atlética e viril do ator.

O Grande Motim

FICHA TÉCNICA
Título original: Mutiny on the Bounty
Estados Unidos
preto e branco
Direção: Frank Lloyd
Roteiro: Talbot Jennings, Jules Furthman e Carey Wilson
Elenco: Clark Gable, Charles Laughton, Franchot Tone, Herbert Mundin, Eddie Quinlan
Duração: 132 minutos
Gênero: aventura

Sinopse: Em 1787, durante uma viagem ao Taiti, um grupo de tripulantes, liderado por Roger Byam (Franchot Tone) e Fletcher Christian (Clark Gable), reage ao jeito tirânica do capitão do barco. E começa um grande motim.

O trailer do filme, que ganhou o Oscar de 1935, dava conta de mostrar a grande quantidade de aventura apresentada pela produção. O roteiro era baseado num motim real, acontecido em Bounty em 1788. Clark Gable raspou o bigode, que era a sua marca característica, para ser fiel à história, já que à época bigodes não eram permitidos a bordo.

E POR FALAR NISSO...

As cenas mostram o cotidiano do navio, incluindo as canções que a tripulação entoava. Durante as filmagens, houve um acidente grave e um câmera acabou morrendo. Três atores (Clark Gable, Charles Laughton e Franchot Tone) foram indicados ao Oscar de melhor ator, mas quem ficou com o prêmio foi Victor McLaglen, por O Delator.

Uma Noite na Ópera

FICHA TÉCNICA
Título original: A Night at the Opera
Estados Unidos
preto e branco
Direção: Edmund Goulding e Sam Wood
Roteiro: George Kaufman e Morrie Riskind
Elenco: Groucho Marx, Harpo Marx, Chico Marx, Margaret Dumont, Kitty Carlisle
Duração: 96 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: A Sra. Clypool (Margaret Dumont) contrata Drifwood (Groucho Marx) para que ele a introduza na alta sociedade. Mas o tempo passa e ele nada consegue. A mulher o procura e ele lhe informa que para isso acontecer, precisa investir seu dinheiro na Ópera de Nova York.

O trailer do 14º filme dos irmãos, o primeiro pela MGM, já deixava claro o humor anárquico do grupo. Eles ousavam subverter o mundo sofisticado da ópera. Na trama, para seguir o plano, eles tratam de fazer com que o tenor oficial saia de cena para dar lugar ao amigo da turma.

E POR FALAR NISSO...

A cena mostra Chico ao piano. Enquanto isso, Groucho e Harpo se envolviam em muitas confusões. O filme, o primeiro na MGM, é considerado o melhor do grupo. E também o primeiro sem Zeppo, que não fez muita falta.

Os 39 Degraus

FICHA TÉCNICA
Título original: The 39 Steps
Inglaterra
preto e branco
Direção: Alfred Hitchcock
Roteiro: John Buchan
Elenco: Robert Donat, Madeleine Carrol, Lucie Manheim, Godfrey Tearle, Peggy Ashcroft
Duração: 86 minutos
Gênero: suspense

Sinopse: Richard Hannay (Donat) está de férias em Londres e conhece uma mulher misteriosa que lhe fala alguma coisa sobre o caso de um homem que está sendo perseguido por envolvimento em trama de espionagem. Porém, a mulher é assassinada e Richard, mesmo sabendo dos riscos que corre, decide tentar resolver o mistério.

O trailer já destaca que, além do óbvio suspense, o filme de Hitchcock tinha muito do senso de humor que o caracterizou. Os 39 Degraus, aliás, é considerado um divisor de águas. Visto como a primeira obra totalmente bem-sucedida do mestre em terras inglesas, a partir daí marcou uma trajetória ascendente.

E POR FALAR NISSO...

O inglês Robert Donat, astro de Os 39 Degraus, tem um rosto parecido com o de seu compatriota Colin Firth. O talento e a classe também. Ficou famoso pelo musical Adeus, Mister Chips e o drama A Morada da Sexta Felicidade, que estrelou com Ingrid Bergmann em 1958, ano em que morreu aos 53 anos.

A Noiva de Frankenstein

FICHA TÉCNICA
Título original: The Bride of Frankenstein
Estados Unidos
preto e branco
Direção: James Whale
Roteiro: William Hurlbut e John Balderston
Elenco: Boris Karloff, Elsa Lanchester, Colin Clive, Valerie Hobson, Ernest Thesiger
Duração: 75 minutos
Gênero: terror

Sinopse: O filme começa de onde o original, de 1931, terminou: Frankenstein escapa do cerco ao moinho vivo, enquanto Dr. Frankenstein tem sua noiva sequestrada por outro lunático cientista. O objetivo dele é convencer o doutor a criar uma companheira para o monstro.

A segunda parte, que também constava do livro de Mary Shelley, envolve a criação da "noiva". A diferença é que não se trata de uma reivindicação do monstro, mas sim de outro cientista maluco, o tal Doutor Pretorius, retratado de forma bastante afetada.

E POR FALAR NISSO...

No momento da criação, Frankenstein (Colin Clive) repete, com outro gênero, o seu grito. Agora é She's Alive! (Ela está viva!). A criatura é vivida por Elsa Lanchester, com uma parte de múmia e cabelos com mechas, visual comentado até hoje. Consta que Boris Karloff relutou a fazer novamente o monstro, que na continuação teve algumas falas.