sexta-feira, 4 de maio de 2012

My Best Girl

FICHA TÉCNICA
Título original: My Best Girl
EUA, 1927
mudo, preto e branco
Direção: Sam Taylor
Roteiro: Kathleen Noris e Hope Lory
Elenco: Mary Pickford, Buddy Rogers, Sunshine Hart, Lucien Littlefiel, Carmelita Geraghty
Duração: 79 minutos
Gênero: comédia romântica

Sinopse: O filme começa quando uma estressada funcionária de uma loja de departamentos, Maggie, precisa atender a um rapaz charmoso, por quem logo se sente atraída. Ele se apresenta como Joe, mas não conta que é filho de um milionário dono de uma grande cadeia de lojas.

O filme foi um grande sucesso e foi um dos responsáveis para dar à atriz Mary Pickford o título de America's Sweetheart, ou Namoradinha da América. Durante as filmagens, ela começou a namorar o ator Buddy Rogers, que veio a ser seu marido. Em Portugal, o filme ganhou o nome de A Caixeirinha.

E POR FALAR NISSO...
O clipe em homenagem a Mary Pickford se chama exatamente America's Sweetheart. Em 87 anos de vida, ela estrelou 249 filmes de curta e longa duração, o último deles em 1933. Seu nome esteve entre os 36 fundadores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A Montanha do Tesouro

FICHA TÉCNICA
Título original: Zvenigora
União Sovética, 1928
mudo, preto e branco
Direção e roteiro: Aleksandr Dovzhenko
Elenco: Georgi Astafyev, Nikolai Nademsky, Vladimir Uralsky, Les Podorozhnij
Duração: 100 minutos
Gênero: drama

Sinopse: O enredo fala de uma lenda da Ucrânia: a de que todos os bens espoliados do país (que na época do filme integrava a União Soviética) estavam escondidos numa montanha, com um guardião de sentinela. Mistura a história com o folclore ucraniano.

O clipe mostra as belíssimas cenas do início de Zvenigora, com as paisagens ucranianas e a natureza. A figura de um homem velho, que aparece no rio, é uma espécie de guardião da montanha.

E POR FALAR NISSO...

A cena dos soldados mostra o jeito Doczhenko de filmar: enquadaramento perfeito, uso do preto e branco com a criação de um clima quase sensual, apesar da violência. Zvenigora foi considerado uma obra-prima por outros cineastas importantes do período, como Eisenstein e Pudovkin, e Dovzhenko logo construiu uma carreira de muito sucesso.

As Três Eras

FICHA TÉCNICA
Título original: Three Ages
EUA, 1923
mudo, preto e branco
Direção: Buster Keaton e Edward Kline
Roteiro: Clyde Bruckman e Joseph Mithcell
Elenco: Buster Keaton, Margareth Leahy, Wallace Beery, Joe Roberts
Duração: 63 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: O amor de um homem por uma mulher visto em três épocas diferentes: na Idade da Pedra, na Roma Antiga e nos tempos modernos. Em seu primeiro filme independente, Buster Keaton vive aventuras e mostra que o relacionamento amoroso entre homens em mulheres não mudou muito.

O primeiro segmento do filme, ambientado na Idade da Pedra, tem como tema o ciúme e a tradição. Keaton, impagável com o macacão peludo, tenta ao mesmo tempo demonstrar ciúme e copiar os modelos masculinos vigentes. Claro que dá tudo errado!

E POR FALAR NISSO...

No segmento atual de As Três Eras o homem da história era jogador de futebol (o americano, não o nosso). Para a "cara-metade" só resta o papel de ficar torcendo na arquibancada. Sutil crítica de Keaton aos padrões sexuais estabelecidos.

O Mundo Perdido

FICHA TÉCNICA
Título original: The Lost World
EUA, 1925
mudo, preto e branco
Direção: Harry Hoyt
Roteiro: Marion Fairfax, com base no livro de Arthur Conan Doyle
Elenco: Bessie Love, Lewis Stone, Wallace Beery, Lloyd Hughes, Alma Bennet
Duração: 106 minutos
Gênero: terror

Sinopse: Cientista acredita que ainda existam dinossauros nos lugares mais remotos da Amazônia. Para ajudar a provar sua teoria, recebe o apoio de um jornal para viajar com um grupo de pessoas até lá e ver o que consegue encontrar. O problema é que suas teorias se mostram corretas, mas ele pode pagar caro  por sua descoberta

Dinossauros na Amazônia! Com essa "viagem na maionese", o filme acabou fazendo grande sucesso, explorando o medo do desconhecido. E no começo do século passado a América do Sul parecia, para os Estados Unidos, algo tão distante quanto Marte.  Quando retomou o tema, na trilogia Jurrasic Park, Spielberg fez questão de colocar o subtítulo Lost World.

E POR FALAR NISSO....

A cena mostra um brontossauro atrapalhado invadindo as ruas da cidade e provocando pânico. Os efeitos foram considerados bastante avançados para a época.

Pastor de Almas

FICHA TÉCNICA
Título original: The Pilgrim
EUA, 1923
mudo, preto e branco
Direção e roteiro: Charles Chaplin
Elenco: Chaplin, Edna Purviance, Kitty Bradbury, Syd Chaplin, Mack Swain
Duração: 59 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: Vagabundo que está em fuga da polícia é confundido como pastor na igreja de uma pequena cidade americana. E assume o papel.

A cena mostra o vagabundo já na pele de pastor fazendo um discurso na igreja e usando o tema de Davi e Golias. Exemplo da criatividade de Chaplin fazer uma cena muda, e de belo efeito, sobre um discurso.

E POR FALAR NISSO...

Cansado da farsa de pastor, o vagabundo vai a uma estação de trem para tentar uma nova parada em outra cidade. Fugir, porém, não é tão simples assim. E os fiéis já se acostumaram....

Câmera Olho

FICHA TÉCNICA
Título original: Kino Glaz
Rússia, 1924
mudo, preto e branco
Direção e roteiro: Dziga Vertov
Duração: 78 minutos
Gênero: documentário

Sinopse: Projeto cinematográfico mais ambicioso do cineasta Dziga Vertov, seriam seis filmes sobre variados assuntos, mas ficou apenas esse. Vertov saiu pela então União Soviética mostrando a vida da população no começo da revolução comunista. Típico representante do chamado "cinema verdade", Vertov fazia propaganda do regime e era considerado o artista favorito de Lênin.

Vertov filmou com grande intimidade o cotidiano da classe operária, pois era considerado, pelo próprio Lenin, o elo de ligação entre os trabalhadores e os intelectuais. O cineasta também explorava ao máximo a linguagem visual, nunca documentando uma cena de forma corriqueira.

E POR FALAR NISSO...

O documentário soviético ganha aqui uma trilha sonora eletroacústica, composta pelo grupo alemão HEKA. As tomadas de Vertov em cenas rurais são de uma autenticidade impressionante.

Mendigos da Vida

FICHA TÉCNICA
Título original: Beggars of Life
mudo, preto e branco
EUA, 1928
Direção: William Wellman
Roteiro: Benjamin Glazer e Jim Tuly
Elenco: Wallace Beery, Louise Brooks, Richard Arlen, Blue Washington, Kewmpie Morgan
Duração: 100 minutos
Gênero: aventura.

Sinopse: Depois de matar seu pai, uma garota tenta fugir pelo país, vestida de homem e acompanhada de um vagabundo.

Ousado para a época, o filme teve uma grande interpretação de Wallace Beery e marcou o primeiro sucesso de Louise Brooks. Louise ficou famosa por sua atuação em A Caixa de Pandora e pelo corte de cabelo, imitado até hoje. No drama ela vivia Nancy, a garota assassina e fugitiva.

E POR FALAR NISSO...

Estrela dos filmes em preto e branco, Louise Brooks recebe neste clima uma homenagem "colorizada". Seu visual pode ser considerado moderno até hoje. Nascida em 1906 numa pequena cidade do Kansas (Cherryvale), Louise viveu ate os 78 anos, mas interrompeu a carreira muito cedo, em 1938.

Anjo das Ruas

FICHA TÉCNICA
Título original: Street Angel
EUA, 1928
mudo, preto e branco
Direção: Frank Borzage
Roteiro: H. H. Caldwell
Elenco: Janet Gaynor, Charles Farrell, Alberto Rabagliatti, Gino Conti, Guido Trento
Duração: 102 minutos
Gênero: drama

Sinopse: Angela é presa após tentar roubar dinheiro para pagar o remédio de sua mãe, mas escapa do reformatório e se esconde em um circo. Lá conhece Gino, um pintor. Ângela quebra o tornozelo e tem que se aposentar do circo, mas não pode voltar para Nápoles, onde ainda é procurada pelo roubo.

Anjo das Ruas foi um grande sucesso romântico e que garantiu a Janet Gaynor o primeiro Oscar de atruz (ela foi indicada também por Aurora e Sétimo Céu). O roteiro era ambientado na Itália e foi um dos 11 filmes com que contracenou com Farrell, mas ele não foi seu marido. A música atual do clipe é Timeless, de Kate Havnevick.

E POR FALAR NISSO...

O clipe reúne cenas de Janet Gaynor, uma das maiores estrelas de Hollywood dos anos 20, ao lado de seu marido Charles Farrell. Com espaço, claro, para Anjo das Ruas.

O Locatário

FICHA TÉCNICA
Título original: The Lodger
Inglaterra, 1927
mudo, preto e branco
Direção: Alfred Hitchcock
Direção: Ivor Novello, Marie Ault, Arthur Chesney, June Tripp, Michael Keen
Duração: 75 minutos
Gênero: suspense

Sinopse: Um tímido e misterioso homem, ao sublocar um quarto na casa de uma família de Londres, é acusado de ser o assassino procurado pela polícia, que esquarteja suas vítimas, todas mulheres loiras.

Com o subtítulo A History of the London Fog (Uma História sobre a Neblina de Londres), O Locatário foi o primeiro sucesso do jovem Hitchcock, cujo primeiro filme estreou em 1925. O roteiro tem mesmo o clima "nublado", sombrio, algo que o caracterizou ao longo da carreira.

E POR FALAR NISSO...

Cena do banho em O Locatário mostra a loira inocente se refrescando e o assassino à espreita. Impossível não vê-la como um ensaio para Psicose e o assassinato no chuveiro, que Hitchcock realizou mais de 30 anos depois. E que se tornou sua maior marca.

It

FICHA TÉCNICA
Título original: It
EUA, 1927
mudo, preto e branco
Direção: Clarence Badger
Roteiro: Hope Loring e Elinor Gyn
Elenco: Clara Bow, Antonio Moreno, William Austin, Priscila Bonner
Duração: 72 minutos
Gênero: comédia romântica

Sinopse: Betty Lou é uma simpática atendente de loja que se apaixona pelo sofisticado Cyrus. A diferença social entre os dois causa insegurança na moça. E tudo se complica quando um jornalista publica uma matéria dizendo que Betty Lou é mãe solteira.

Naqueles tempos, uma garota que possuia "it" era aquela cheia de charme, descolada. Não sei se veio por causa deste filme. O fato é que a estrela, Clara Bow, tinha muito "it", como mostra a cena da comédia. O que quer dizer também ser uma mulher a frente do seu tempo.

E POR FALAR NISSO...

Em seus 60 anos de vida (1905-1965), Clara Bow estrelou 55 filmes, quase sempre como garotas atrevidas. O sucesso do filme de 1927 lhe faleu o título de "It Girl". Ficou marcada como o rosto feminino dos loucos anos 20, mas teve uma infância pobre no Bronx. A música do clipe é I Say a Little Prayer, com Aretha Franklin.

Casamento ou Luxo

FICHA TÉCNICA
Título original: A Woman of Paris
EUA, 1923
mudo, preto e branco
Direção e roteiro: Charles Chaplin
Elenco: Edna Purviance, Adolphe Menjou, Carl Miller, Lydia Knott, Charles French
Duração: 93 minutos
Gênero: romance

Sinopse: Dois jovens franceses, Jean e Marie, ficam apaixonados. Mas uma série de circunstâncias, incluindo a oposição da mãe dele, faz com que o romance seja difícil. Os dois marcam um encontro numa estação de trem para fugirem juntos, mas novamente o destino age contra.

Um Chaplin romântico, apenas diretor. Talvez o fato de seu personagem Carlitos já ser tão marcante o impediu de assumir o principal papel masculino no drama. Não foi um sucesso, hoje sendo uma curiosidade na carreira dele. A música do clipe foi feita pelo próprio Chaplin.

E POR FALAR NISSO...

Cena de Casamento ou Luxo mostra duas características principais: as convenções sociais e as divergências entre os sexos. A música também foi acrescentada anos mais tarde por Chaplin.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Leque de Lady Windermere

FICHA TÉCNICA
Título original: Lady Windermere's Fan
mudo, preto e branco
EUA, 1925
Direção: Ernst Lubitsch
Roteiro: Julien Josephson, com base na peça de Oscar Wilde
Elenco: Bert Lytell, Carrie Daumere, Edward Martindel, Irene Rich, Ronald Colman
Duração: 89 minutos
Gênero: comédia dramática

Sinopse: Sem que sua filha saiba, Mrs. Erlynne, mãe de Lady Windermere, quer que sua filha seja introduzida na alta sociedade para se casar com Lord Augustus Lorton, milionário em quem ela pretende aplicar o golpe do baú.

O estilo refinado do alemão Ernst Lubitsch parece ter sido a escolha ideal para adaptar para a tela uma peça de Oscar Wilde, conhecido por alfinetar com elegância a hipocrisia da alta roda. Embora não tenha sido um sucesso em sua época, o filme foi redescoberto mais tarde.

E POR FALAR NISSO...

Já Oscar Wilde é sempre atual. Como mostra esse vídeo com uma coletânia de suas frases mais famosas. Todas com aquele brilhante cinismo que o caracterizou. E ainda poderiam ser acrescentadas muitas outras. Detalhe sutil é o vocalise de Ney Matogrosso.

Aleluia

FICHA TÉCNICA
Título original: Hallelujah
EUA, 1929
preto e branco
Direção e roteiro: King Vidor
Elenco: Daniel Heynes, Nina Mae McKinney, Fountaine William, Harry Gray, Fanny D. Knight
Duração: 109 minutos
Gênero: musical

Sinopse: O filme se passa nos estados sulistas americanos do Tennesse e Arkansas, mostrando a comunidade negra que trabalha na lavoura de algodão. É centrado em dois irmãos, Zeke e Spunky, um malandro e um responsável. Uma tragédia, porém, faz com que o irmão rebelde acabe se arrependendo e vire pregador religioso.

Um dos primeiros filmes protagonizado por negros, Aleluia pagou caro pelo pionerismo. Não faltou quem, apesar de louvar suas boas intenções, enxergou no roteiro uma certa artificialidade e até paternalismo no retrato. O diretor King Vidor precisou colocar dinheiro do próprio bolso para convencer a Metro a bancar o projeto.

E POR FALAR NISSO...

Os números musicais, no entanto, foram elogiados, como esse do vídeo. No cômputo geral, Aleluia foi sucesso, mas as críticas se dividiram: o Norte o acusou de condescendente e o Sul não gostou muito da ideia de ver um filme estrelado por afrodescendentes.

Por que se preocupar?

FICHA TÉCNICA
Título original: Why Worry?
EUA, 1923
mudo, preto e branco
Direção e roteiro: Fred Nimeyer e Sam Taylor
Elenco: Harold Lloyd, Jobyna Ralston, John Aasen, Wallace Howe, Leo White
Duração: 60 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: Milionário hipocondríaco viaja para a América do Sul, junto com uma enfermeira, para se curar das doenças físicas e mentais que tem (ou que imagina ter). Mas acaba encontrando ainda mais problemas.

Quando desembarca na América do Sul, Lloyd tem de enfrentar um gigante e descobre que o país está no meio de uma revolução, na qual ele entra de gaiato, claro. O clipe junta momentos de vários filmes do grande cômico.

E POR FALAR NISSO...

Assim como seu colega Buster Keaton, Harold Lloyd é considerado moderno até hoje. E cult. É o que mostra esse clipe com várias cenas de seus filmes, ao som de Dance With Me, do Nouvelle Vague.

O Cavalo de Ferro

FICHA TÉCNICA
Título original: The Iron Horse
EUA, 1924
mudo, preto e branco
Direção: John Ford
Roteiro: Charles Kenyon, John Russell e Charles Darnton
Elenco: George O'Brien, Madge Bellamy, Charles Edward Bull, Cyril Chadwick, Will Walling
Duração: 133 minutos
Gênero: faroeste

Sinopse: Quando o presidente Abraham Lincoln autoriza a construção da estrada de ferro Transcontinental, construtor e agrimensor começam a traçar o mapa para a melhor rota. Só que a ambição dos homens que trabalham na construção prejudica a obra.

O "cavalo de ferro" do título do filme de John Ford era o trem, que surgia para mudar a paisagem e a vida. Além da ambição que causava, havia a oposição dos índios, que naquele tempo sempre eram vistos como selvagens que atrapalhavam tudo.

E POR FALAR NISSO...

John Ford é considerado o diretor por excelência do faroeste, e atravessou vários momentos do cinema com o gênero, do mudo ao falado. O clipe mostra cena de três filmes. Além de O Trem de Ferro, há O Último Cartucho (Straight Shooting) e Paixão dos Fortes (My Darling Clementine).

Milionário Gaiato

FICHA TÉCNICA
Título original: For Heaven's Sake
EUA, 1926
mudo, preto e branco
Direção: Sam Taylor
Roteiro: John Grey e Ralph Spence
Elenco: Harold Lloyd, Jobyna Ralston, Noah Young, Jim Mason, Paul Weigel
Duração: 58 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: Harold é um playboy milionário que tenta chamar a atenção de uma garota pobre por quem se apaixonou. Porém, na tentativa de se mostrar popular, ele só arruma encrenca.

Lloyd vivia sempre o cara errado no lugar errado. Como nesta sensacional cena num ônibus de dois andares. Até uma casca de banana aparece para piorar ainda mais a situação. Também chama a atenção o cuidado numa tomada complicada, e o trânsito de Nova York, em 1926.

E POR FALAR NISSO...

Clipe em homenagem a Lloyd, o mais desastrado dos cômicos, com várias cenas de seus maiores sucessos. A canção Gimmie Some Lovin' foi tema de Os Irmãos Cara de Pau.

Robin Hood

FICHA TÉCNICA
Título original: Robin Hood
EUA, 1922
mudo, preto e branco
Direção: Allan Dwan
Roteiro: Douglas Fairbanks
Elenco: Douglas Fairbanks, Wallace Beery, Ennid Bennett, Sam De Grasse, Paul Dickey
Duração: 127 minutos
Gênero: aventura

Sinopse: Com a partida do rei inglês Ricardo Coração de Leão para as Cruzadas, quem assume o reino é seu irmão John, que passa a oprimir o povo com impostos abusivos. A situação se complica e o único homem a enfrentar o desmando é um foragido que vive no bosque de Sherwood, chamado Robin Hood. Seu leme é tirar dos ricos para entregar aos pobres.

Robin Hood foi o primeiro filme a ter exibição de gala no Egyptian Theater, de Los Angeles, em 18 de outubro de 1922. A superprodução, que tinha o nome do estrelíssimo Douglas Fairbanks (ele também foi roteirista) no título, ultrapassou a marca do milhão de dólares para ser realizada. E a bilheteria correspondeu, com enorme sucesso.

E POR FALAR NISSO...

O cinema registra 24 adaptações da clássica história inglesa, desde a primeira, produzida em 1912. A mais recente é essa, de 2010, em que Ridley Scott fez uma nova intepretação do mito, interpretado por seu ator-fetiche, Russel Crowe. Outro estouro de bilheteria.

Oliver Twist

FICHA TÉCNICA
Título original: Oliver Twist
EUA, 1922
mudo, preto e branco
Direção: Frank Lloyd
Roteiro: Walter Anthony, com base na obra de Charles Dickens
Elenco: Jackie Coogan, Lon Chaney, Joan Standing, Gladys Brockwell, Lionel Belmore
Duração: 74 minutos
Gênero: drama

Sinopse: Oliver Twist foge do orfanato em que vive e vai para Londres. Na capital é acolhido por Fagin, bandido que coordena os roubos praticados por sua gangue de menores abandonados. A história do cinema registra 24 adaptações da obra de Dickens e essa não foi a primeira, que estreou em 1907. Curiosidade: em Portugal, essa versão foi exibida com o título Herança de Miudinho.

A morte de Nancy é sempre um dos momentos mais marcantes em qualquer adaptação de Oliver Twist. Quem viveu a personagem em 1922 foi Gladys Brockwell. Oliver era intepretado por Jackie Coogan, que no ano anterior tinha feito o maior sucesso em O Garoto, com Chaplin. E Lon Chaney, eterno vilão, era o malvadão Fagin.

E POR FALAR NISSO...

A morte de Nancy na versão 1997 de Oliver Twist, produzida pela Disney. A atriz Antoine Byrne era a sofredora personagem, num elenco encabeçado por Elijah Wood (o Frodo Bolseiro de O Senhor dos Anéis) como Oliver e Richard Dreyfuss na pele do vilão Fagin.

Dois Cavaleiros Árabes

FICHA TÉCNICA
Título original: Two Arabian Knights
EUA, 1927
mudo, preto e branco
Direção: Lewis Milestone
Roteiro: Donald McGibney, James Donohoe, Wallace Smith
Elenco: William Boyd, Mary Astor, DeWitt Jennings, Boris Karloff, Louis Wolheim
Duração: 90 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: Sargento e soldado são capturados pelos alemães durante a Primeira Guerra Mundial. Mas eles fogem vestidos de árabes e vão para a Arábia, onde se passa a maior parte da história. Lá tentam salvar a mocinha vivida por Mary Astor de fazer parte de um harém.

A cena mostra William Boyd e Louis Wolheim tentando escapar dos alemães. O filme ficou conhecido por, na primeira entrega do Oscar, ter rendido o prêmio de melhor direção de comédia para Lewis Milestone. A categoria foi logo em seguida extinta.

E POR FALAR NISSO...

Mary Astor, atriz em franca ascensão à época, era o maior chamariz de bilheteria para o filme. Ela vivia a mocinha ameaçada de ser a favorita de um harém. O clipe reúne momentos de sua carreira.

Aurora

FICHA TÉCNICA
Título original: Sunrise
EUA, 1927
mudo, preto e branco
Direção: F. W. Murnau
Elenco: George O'Brien, Janet Gaynor, Margareth Livingston, Bodil Rosing, Farrel McDonald
Duração: 90 minutos
Gênero: romance

Sinopse: Seduzido por uma moça da cidade, um fazendeiro tenta afogar sua esposa, mas desiste no último momento. Ela decide fugir para a cidade, mas o marido a segue para provar seu amor.

A cena, uma das mais famosas do filme, mostra a víbora urbana tentando seduzir o fazendeiro. Destaque para as belas tomadas em que ele imagina como é a cidade grande. Janet Gaynor, que ganhou o Oscar de atriz, faz a esposa. A amante é Margareth Rutherford.

E POR FALAR NISSO...

A primeira entrega do Oscar reuniu filmes dos anos de 1927 e 1928. Por isso, Aurora dividiu o prêmio de melhor filme com Asas. Além disso, ficou com o de fotografia e Janet Gaynor, a primeira atriz premiada, foi indicada também por Sétimo Céu e Anjo das Ruas.

A Dama Misteriosa

FICHA TÉCNICA
Título original: The Misterious Lady
EUA, 1928
Direção: Fred Niblo
Elenco: Greta Garbo, Conrad Nagel, Gustava von Seyffertitz, Edward Connely, Richard Alexander
Duração: 96 minutos
Gênero: drama

Sinopse: Tania Feodorova (Garbo) é uma espiã soviética que seduz o capitão Karl von Raden (Nagel) com a intenção de ficar com documentos secretos. Os dois têm um encontro romântico, mas ele descobre a verdadeira intenção da moça. Depois de não conseguir convencê-lo de que está apaixonada, Tania entende que só lhe resta cumprir a missão.

Na história, os dois se conhecem durante uma apresentação de ópera, como mostra a cena. Pelas convenções dos filmes românticos da época, a mocinha acaba se apaixonando de fato por aquele a quem deveria espionar. Garbo fez outra espiã, com mais sucesso: Mata Hari.

E POR FALAR NISSO...

Garbo estrelou outro filme no mesmo ano, A Woman on Affairs, com seu parceiro favorito, John Gilbert. Era uma comédia, gênero com o qual ela não foi muito identificada. A cena mostra a falta de habilidade da personagem como motorista.

terça-feira, 1 de maio de 2012

INÍCIO DO CINEMA


O cinema nasceu na França, mas com o tempo foi adquirindo um sotaque cada vez mais americano. Nos primórdios, porém, antes que nos Estados Unidos se criasse a noção de "indústria", a arte tinha bem mais sotaques. Produções americanas se mesclavam com européias, vindas da França, Alemanha e Itália.
Mas se houvesse uma certidão de nascimento, teria de constar a data de 28 de dezembro de 1895, quando os irmãos Lumière (Louis e Auguste) projetaram no subsolo de um café parisiense o curta A Chegada do Trem à Estação. Eram apenas 50 segundos, mas suficientes para gerar pânico em quem imaginava que o trem sairia da tela.
Foi sob esse signo da fantasia que o cinema sobreviveu em seus primeiros tempos. A ausência de som fez com que os atores exagerassem nos trejeitos, os roteiros eram muitas vezes de uma simplicidade comovente (ou constrangedora). E já começavam a surgir os astros de cinema, esta gente encantada a quem amamos, embora com uma ponta de inveja.

DIRETORES: os pioneiros Irmãos Lumière, o poético Georges Meliés, o universal Charles Chaplin, o polêmico d.W.Griffith, o grandiloquente Cecil B. DeMille, o elegante Ernst Lubitsch, o gótico Paul Wegener, o italiano operístico Giuseppe Patrone, o francês surreal Louis Feiullade.

ATORES: Chaplin e seu vagabundo Carlitos, o agitado Harold Lloyd, o tenor Enrico Caruso, o mágico Harry Houdini, o abusado Roscoe Arbuckle, o palhaço triste Buster Keaton, o galã Rodolfo Valentino, o misterioso Conrad Veidt.

ATRIZES: a namoradinha da América Mary Pickford, a exagerada Gloria Swanson, a tristona Lilian Gish, a sensual Pola Negri, a russa misteriosa Vera Karalli, a italiana sofrida Lyda Borelli, a vamp Geraldine Farrar e a enigmática Theda Bara.

Veja essa constelação a seguir, em trechos de 60 filmes que resumem muito bem esse primeiro período. (Ronaldo Victoria)

Rapsódia Satânica

FICHA TÉCNICA
Título original: Rapsodia Satanica
Itália, 1915
mudo, preto e branco
Direção: Nino Oxilia
Roteiro: Alberto Fassini
Elenco: Lyda Borelli, Andrea Habay, Ugo Bazini, Giovanni Cini
Duração: 40 minutos
Gênero: drama

Sinopse: Fala sobre uma mulher idosa que faz um pacto com o demônio para recuperar a juventude. O preço a pagar, porém, será bem alto.

Trailer do drama italiano estrelado por Lyda Borelli. Criado no Brasil, o vídeo teve incluída a música Meu Sonho é Só Meu, de Georges Moran e Osvaldo Santiago, interpretada em 1938 por Carlos Galhardo. O enredo do filme tem algo de Fausto, de Goethe.

E POR FALAR NISSO....

Diva italiana do cinema mudo, Lyda Borelli é vista aqui em La Falena (1916), de Henry Bataille. Seu galã é o mesmo Andrea Habay com quem contracenou em Rapsódia Satânica.

Mania

FICHA TÉCNICA
Título original: Die Geschichte einer Zigarettenarbeiterin
Alemanha, 1918
mudo, preto e branco
Direção: Eugen Illés
Roteiro: Hans Brennert
Elenco: Pola Negri, Arthur Schroder, Ernst Wendt
Duração: 50 minutos
Gênero: drama

Sinopse: A história conta o romance entre uma funcionária de uma fábrica de cigarros (o subtítulo em polonês é Die Geschichte einer Zigarettenarbeiterin) e um famoso compositor.

O drama com tintas fortes nem era uma das atuações principais de Pola Negri, mas ganhou destaque ao ser totalmente restaurado há três anos pela Filmoteca Narodowa, da Polônia. A campanha de relançamento ressaltou a nacionalidade da atriz. A propósito, Mania era o nome da mulher interpretada por Pola.

E POR FALAR NISSO...

Um tributo à vamp polonesa, com várias cenas de seus filmes mudos. A música é Underneath the Veil, de Wolfsheim.

Meu Primo

FICHA TÉCNICA
Título original: My Cousin
EUA, 1918
mudo, preto e branco
Direção: Edward José
Roteiro: Margareth Turnbull
Elenco: Enrico Caruso, Henry Leone, Carolina White
Duração: 50 minutos
Gênero: drama

Sinopse: A história de dois primos bem parecidos, mas de personalidades opostas: um é cantor de ópera e outro escultor. Em comum, apenas a luta pelo sucesso.

Como fazer um filme mudo estrelado por um cantor de ópera? Foi o maior desafio deste filme, e não teve jeito: em algumas cenas no Metropolitan, Enrico Caruso, o tenor italiano, apenas aparece abrindo a boca. Caruso vivia dois personagens: o escultor Tommasso e seu primo Caroli que, claro, era intérprete lírico.

E POR FALAR NISSO...

Como era Caruso? Por que ele é considerado um ícone até hoje? Esse clipe ajuda a mostrar. É uma interpretação de Ó Sole Mio, de Verdi, gravada em 1916 com a Orquestra Victor.

O Acordo

FICHA TÉCNICA
Título original: The Bond
EUA, 1918
mudo, preto e branco
Direção: Charles Chaplin
Elenco: Chaplin, Edna Purviance, Albert Austin, Syd Chaplin
Duração: 15 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: Produção que faz propaganda a respeito da necessidade da paz, no ano em que a Primeira Guerra Mundial estava prestes a terminar.

É um filme diferente de todos os de Chaplin, por ser uma peça de propaganda, no caso a favor da paz e contra a situação da Primeira Guerra Mundial, que já estava no fim. Tinha também duas versões, uma americana e uma inglesa, com as figuras de Tio Sam e John Bull, respectivamente.

E POR FALAR NISSO...

Essa atuação de Chaplin rendeu muitas críticas e até essa música ofensiva ao diretor, When The Moon Shines Bright on Charlie Chaplin. O pacifismo do diretor era ironizado por uma voz chamada Miss Lillie Souter, mas claramente masculina e com sotaque alemão. Chaplin, aliás, nunca fugiu das polêmicas e precisou sair dos Estados Unidos mais tarde, praticamente se refugiando na Suiça.

Tarzan, o Homem Macaco

FICHA TÉCNICA
Título original: Tarzan of the Apes
EUA, 1918
mudo, preto e branco
Direção: Scott Sidney
Roteiro: Fred Miller, com base no livro de Edgar Rice Burroughs
Elenco: Elmo Lincoln, Enid Markey, True Boardman, Kathleen Kirkman, George French
Duração: 90 minutos
Gênero: aventura

Sinopse: Casal morre após naufrágio na costa da África. O filho, recém-nascido, sobrevive e é criado por uma macaca.

O primeiro filme de Tarzan tinha como base fiel o livro de Edgar Rice Burroughs que apresentava o personagem. Falava do casal que sumia em um navio na costa da África e o destino de seu filho, criado pela macaca Kala. Abordava também a paixão por Jane (Enid). Mesmo com a perua esquisita, Elmo Lincoln convenceu como Tarzan.

E POR FALAR NISSO...

Produção de 1984, Greystoke, a Lenda de Tarzan abordava novamente a origem do personagem, após tantas adaptações na tela. Mostrava como ele tentava (e não conseguia) se adaptar na sociedade. Christopher Lambert despontou no papel.

Polyanna

FICHA TÉCNICA
Título original: Polyanna
EUA, 1920
mudo, preto e branco
Direção: Paul Powell
Roteiro: Catherine Cushin, com base no romance de Eleanor Porter
Elenco: Mary Pickford, Wharton James, Katherine Griffith, Helen Jerome Eddy
Duração: 58 minutos
Gênero: drama

Sinopse: A história de uma menina que perde o pai e vai morar com uma tia rica na Nova Inglaterra. Apesar de cruzar com pessoas de má índole, nunca se abate.

Mesmo já tendo 28 anos, a canadense Mary Pickford convenceu perfeitamente na pele da menina incuravelmente otimista. "É preciso sempre ver o lado bom das coisas", este é o lema da garota. Até hoje gente muito otimista é chamada de Polyanna.

E POR FALAR NISSO...

Belíssimo clipe, ao som do Prelúdio de Bach para Violoncelo, com Yo Yo Ma, exaltando a mulher no cinema. O primeiro rosto é o de Mary Pickford. Quem são as outras estrelas? Pela ordem  Lillian Gish, Gloria Swanson, Marlene Dietrich, Norma Shearer, Ruth Chatterton, Jean Harlow, Katharine Hepburn, Carole Lombard, Bette Davis, Greta Garbo, Barbara Stanwyck, Vivien Leigh, Greer Garson, Hedy Lamarr, Rita Hayworth, Gene Tierney, Olivia de Havilland, Ingrid Bergman, Joan Crawford, Ginger Rogers, Loretta Young, Deborah Kerr, Judy Garland, Anne Baxter, Lauren Bacall, Susan Hayward, Ava Gardner, Marilyn Monroe, Grace Kelly, Lana Turner, Elizabeth Taylor , Kim Novak, Audrey Hepburn, Dorothy Dandridge, Shirley MacLaine, Natalie Wood, Rita Moreno, Janet Leigh, Brigitte Bardot, Sophia Loren, Ann Margret, Julie Andrews, Raquel Welch, Tuesday Weld, Jane Fonda, Julie Christie, Faye Dunaway, Catherine Deneuve, Jacqueline Bisset, Candice Bergen, Isabella Rossellini, Diane Keaton, Goldie Hawn, Meryl Streep, Susan Sarandon, Jessica Lange, Michelle Pfeiffer, Sigourney Weaver, Kathleen Turner, Holly Hunter, Jodie Foster, Angela Bassett, Demi Moore, Sharon Stone, Meg Ryan, Julia Roberts, Salma Hayek, Sandra Bullock, Julianne Moore, Diane Lane, Nicole Kidman, Catherine Zeta-Jones, Angelina Jolie, Charlize Theron, Reese Witherspoon, Halle Berry

Na Sibéria

FICHA TÉCNICA
Título original: A Sammy in Siberia
EUA, 1918
mudo, preto e branco
Direção: Hal Roach
Elenco: Harold Lloyd, Bebe Daniels, Snub Pollard
Duração: 16 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: Rapaz, chamado no enredo de American Boy, vai até a Rússia, conhece o amor e o gelo da Sibéria. Encontra uma realidade totalmente diferente.

O roteiro mostrava que os personagens de Harold Lloyd não "esfriavam a cabeça" nem mesmo na Sibéria. Esse nervosismo era sua principal característica em cena. Nos anos 10, quase todos os filmes eram curta-metragens, com 20 minutos. Por isso há notícias de que os primeiros atores estrelaram mais de 100 produções. Lloyd deixou no currículo 205 títulos.

 E POR FALAR NISSO...

Harold Lloyd viveu 77 anos (de 1893 a 1970), mas se afastou da carreira em 1947. Seu visual "almofadinha" (como se dizia na época) não lembrava um comediante. E ele tirava graça justamente disso. E das ideias de jerico, como as usadas para arrancar o dente de um grandão.

Vizinhos


FICHA TÉCNICA
Título original: Just Neighbors
EUA, 1919
mudo, preto e branco
Direção: Harold Lloyd e Frank Terry
Elenco: Lloyd, Bebe Daniels, Snub Pollard
Duração: 13 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: A relação entre dois vizinhos vai parar na delegacia depois que um deles faz uma obra em sua obra e provoca a ira do outro.

"Eternamente estressado" é uma perfeita definição para o estilo adotado pelo cômico Harold Lloyd ao longo da carreira. Este curta-metragem mostra que a simples construção de uma cerca para separar duas casas vira caso de polícia. Mas o clipe mostra que as encrencas procuravam Lloyd. Ou ele é que procurava encrencas.

E POR FALAR NISSO...

Este outro curta-metragem, Cigarette, de 1917, mostra Lloyd numa sala de espera às voltas com um macaco e um cigarro. Se fosse hoje, certamente ele teria problemas com a turma do politicamente correto...

Houdini The Grim Game

FICHA TÉCNICA
Título original: The Grim Game
EUA, 1919
mudo, preto e branco
Direção: Irvin Willat
Roteiro: Arthur Reeve e John Grey
Elenco: Harry Houdini, Thomas Jefferson, Ann Forrest, Augustus Philips
Duração: 50 minutos
Gênero: aventura

Sinopse: Mágico é preso injustamente, mas consegue escapar da cadeia e ir atrás do verdadeiro culpado.

Talvez o mágico mais famoso da história, Harry Houdini também exercitou o lado ator, e seu maior sucesso aconteceu nesse filme. Ele viveu Harvey Hanford (notem que as iniciais do personagem são as mesmas do ator), preso ao ser acusado injustamente de um crime. Usando suas habilidades, ele escapa da cadeia e persegue o real criminoso, até de avião.

E POR FALAR NISSO...

Nascido em 1874 na Hungria, de onde imigrou para os Estados Unidos bem jovem, Harry Houdini (nome de batismo Eric Weiss) morreu aos 52 anos. Teve uma vida cheia de aventura, desafiando a lógica com seus números. No cinema também foi tema de vários filmes. Tony Curtis foi muito elogiado ao interpretá-lo no filme de 1953 com o nome do mágico. Guy Pearce o viveu em Atos que Desafiam a Morte. E Hugh Jackman o interpreta na Broadway.

O Cavaleiro Mascarado

FICHA TÉCNICA
Título original: The Masked Rider
EUA, 1919
mudo, preto e branco
Direção e roteiro: Aubrey M. Kennedy
Elenco: Harry Myers, Ruth Stonehouse, Paul Panzer, Edna Holland, Boris Karloff
Duração: 15 episódios
Gênero: aventura

Sinopse: Seriado com 15 episódios, sempre violentos, e que representam a gênese do personagem mascarado que seria conhecido como Zorro.

A ação transcorre na fronteira dos Estados Unidos com o México, região em confronto pela soberania. O herói é o capitão Harry Burel, com ajuda de seu empregado Sancho. Boris Karloff, que depois seria um ícone do terror, fez uma ponta como mexicano.

E POR FALAR NISSO...

E não é que The Masked Rider é mesmo uma tradição nos Estados Unidos até hoje? O breve clipe mostra que no Texas a figura aparece em todos os rodeios. Até mesmo moças bonitas vestem a máscara e montam o cavalo. Coisas de americano....

Backstage

FICHA TÉCNICA
Título original: Backstage
EUA, 1919
mudo, preto e branco
Direção: Roscoe "Fatty" Arbuckle
Roteiro: Jean Havez
Elenco: Arbuckle, Buster Keaton, Al St. John, Molly Mallone, Jack Coogan
Duração: 26 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: Dupla trabalha junto em um circo, mas os outros atores da companhia não gostam da maneira grosseira como o que se considera chefe trata o outro.

Último dos curta-metragens em dupla entre Roscoe "Fatty" Arbuckle e Buster Keaton, espécie de O Gordo e o Magro americanos. Depois disso os dois foram cada um para seu lado e Keaton se deu melhor com seu humor físico e a fama de "homem que não ri". Este filme mostra as diferenças de temperamento entre os dois.

E POR FALAR NISSO...

O clipe é um tributo à carreira de Arbuckle, que só não se tornou um nome conhecido porque morreu muito cedo, aos 46 anos, de ataque cardíaco. Provavelmente por conta da característica física que o tornou famoso... Mesmo assim, ele estrelou 163 filmes, a maioria curta-metragem.

Deliverance

FICHA TÉCNICA
Título original: Deliverance
EUA, 1919
mudo, preto e branco
Direção: George Foster Platt
Roteiro: Francis Trevelyan Miller
Elenco: Hellen Keller, Etna Ross, Tula Belle, Edith Lyle
Duração: 90 minutos
Gênero: documentário

Sinopse: A história de Helen Keller, que no início do século passado não se deixou limitar pela cegueira e teve uma vida intensamente produtiva.

Hellen Keller (1880-1968) sempre foi considerada um símbolo de mulher batalhadora nos Estados Unidos. Cega e surda desde os dois anos de idade (por causa de uma doença diagnosticada à época como "febre cerebral", hoje provavelmente escarlatina), isso não a impediu de ser ativa, e reconhecida como escritora e conferencista. O clipe é um "documentário do documentário", ou seja, é um vídeo que comenta o filme de 1919.

E POR FALAR NISSO...

O clipe raro, de 1930, mostra Hellen ao lado de sua professora e grande incentivadora Anne Sullivan, que explica e conta as características de Hellen. A relação entre as duas gerou, nos anos 60, o filme O Milagre de Anne Sullivan, grande sucesso de público e crítica.

Carlitos Boxeador

FICHA TÉCNICA
Título original: The Champion
EUA, 1915
mudo, preto e branco
Direção e roteiro: Charles Chaplin
Elenco: Chaplin, Edna Purviance, Leo White, Ernest Van Pelt, Lloyd Bacon
Duração: 15 minutos
Gênero: comédia

Sinopse: O vagabundo tenta a sorte nos ringues e, claro, cria muitas confusões.

Chaplin produziu o curta-metragen no Essanay Studios. O boxe servia como uma luva (sem trocadilhos) para o estilo de pantomima que tornou Chaplin famoso. De chapéu, como um torcedor, quem aparece é o caubói Broncho Billy. A música para o clipe foi criada pela Syntax Orchestra.

E POR FALAR NISSO...

Mais uma cena do curta-metragem, desta vez muda mesmo, sem acréscimo de música. A tomada mostra até a participação de um cachorro na pantomima criada por Chaplin.